Mente de Twitter (+1)

Dead Twitter

Pesquisar "o Twitter está morto" no Google gera quase dois bilhões de resultados, o que não é uma indicação óbvia de vitalidade. Adrienne LaFrance e Robinson Meyer, escrevendo no The Atlantic, sobrecarregaram o meme com seu ‘encômio’ para a plataforma, que a descrevia como "tendo entrado em seu crepúsculo" conforme as tensões em seu "inerente (e explícito) mercado de atenção" foram expostas.

Desde o princípio, havia alguns preceitos úteis em que aqueles de nós que se obcecavam com a plataforma tinham que acreditar. Primeiro, você tinha que acreditar que alguma outra pessoa lá fora estava prestando atenção, ou melhor, que uma porção significativa – não só 1 ou 2% – dos seus seguidores poderiam ver seu tweet. Segundo, você tinha que acreditar que fazer tweets habilidosos e convincentes aumentaria seu número de seguidores. Terceiro, você tinha que acreditar que havia uma audiência útil que você não podia ver, para além da sua linha do tempo – um grupo que você poderia querer seguir um dia.

LaFrance e Meyer não chegam à acusação de ‘Ponzi’, ela está implícita. Ao prometer um crescimento explosivo e distribuído de audiência, o Twitter encoraja reivindicações impossíveis sobre um reservatório global de atenção já sob pressão, como se todo mundo fosse capaz de abocanhar pedaços cada vez maiores do tempo das outras pessoas. A atenção sofre uma desvalorização inflacionária, e uma subsequente implosão, conforme a bolha colapsa em um pântano de desilusão, em meio a uma enchente de "spam … pontuações de popularidade artificialmente infladas" e robôs falsos para acariciar os egos.

Há um argumento positivo a favor do Twitter que contorna esse diagnóstico, mas um engajamento mais revelador o abraçaria. O pressão sobre a atenção dramatizada pelo Twitter é a maneira específica em que nosso ‘choque de futuro‘, há muito esperado, finalmente chega, impelindo sistemas humanos legados – biológicos, psicológicos e sociais – até seus limites de velocidade. A "Sobrecarga de Informação" é formatada para a Linha do Tempo do Twitter, como densidade de mensagens ou um fluxo de estilhaços. Se há confusão sobre o que o Twitter é em última análise, isso se deve pelo menos em parte às correntes que correm por ele surgirem em outro lugar – a magnitude é a mensagem.

Splinter Twitter

O que quer que tenhamos pensado que seria a aparência do choque do futuro, graças ao Twitter estamos sendo informados. É uma crise do tempo, personalizada como uma inundação parcialmente navegável. Para além de todas as questões fáceis de utilidade para o consumidor, o que está sendo encontrado é algo histórico, planetário – até mesmo cósmico – e está esperando para nos submergir, o que quer que façamos. Simplesmente, há coisas demais entrando. Independente da maneira em que vamos nos ‘ajustar’ a isso, a hora de começar é agora.

Twitter Evo

(As primeiras observações do UF sobre a Mente do Twitter estão aqui.)


Original.

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