Viés Verbal

É muito fácil pros tipos limitados às palavras se esquecerem do que a Internet é feita:

Impressões de fotos chegaram ao seu pico em (digamos) 80bi ou algo assim em 1999.
Compartilhamentos anualizados no FB + WhatsApp + IG + SC = mais de meio trilhão anualizados.
Filmes já foram um quarto da demanda por prata do mundo.

É o mesmo argumento que aparece em uma pesquisa recente de Nellie Bowles sobre o ‘momento‘ da tecnologia em LA:

"Os americanos assistem 5.3 horas de televisão por dia, e eles leem menos de meia hora", o VC Mark Suster me contou mais tarde. "Quer você goste ou não, você não vai mudar os padrões de consumo das pessoas de modo dramático. Se você aceitar essa premissa, então você tem que aceitar que Internet vai se tornar uma grande plataforma de vídeo, e LA vai ganhar."


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Ciclos Competitivos

Um argumento interessante de Marc Andreessen sobre algumas dinâmicas comparativamente negligenciadas da concorrência tecnológica (extratos selecionados):

1/Compressão do tempo de ciclo pode ser a força mais subestimada na determinação de vencedores & perdedores na tecnologia.
— Marc Andreessen (@pmarca) June 3, 2014

6/Segunda instância clara da compressão de tempo de ciclo: Melhorias de produto & ciclos de atualização para o consumidor para telefones vs TVs e carros.
— Marc Andreessen (@pmarca) June 3, 2014

7/Consumidores podem atualizar seus telefones a cada 1-2 anos, vs TVs a cada 5-8 anos? Carros a cada 10-12 anos? Com os telefones melhorando a passos largos.
— Marc Andreessen (@pmarca) June 3, 2014

9/Implicação: TVs e carros se tornarão acessórios para telefones, não o contrário. E já está acontecendo: Airplay, Chromecast.
— Marc Andreessen (@pmarca) June 3, 2014

Parece se seguir deste argumento que forças competitivas conduzem ciclos de produto na direção da compressão e, assim, da aceleração tecno-econômica. Indústrias com o comprimento de onda teconômica mais curto (maior frequência) ascendem à dominância, drenando recursos de setores relativamente retardados e resetando o pulso social para velocidades cada vez maiores.

ADICIONADO: Os "ensaios de twitter" de Andreessen integrados para uma leitura conveniente.


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Usurpação do Replicador

O gráfico da evolução do desempenho computacional, feito em 1998 por Hans Moravec, surgiu na Twittersfera (via Hillary Haley). Ele tem vinte e dois anos agora, mas a estória que ele conta não mudou muito (o que significa que o clímax está bastante mais próximo).

Moravec-graph

(Clique para ampliar)

O que aconteceu com a curva? De acordo com este relato, ela se nivelou de maneira significativa desde 2002, mas nunca foi fácil se fixar exatamente o que quantificar. MIPS são geralmente ridicularizadas enquanto métrica, em parte devido à simples obsolescência quantitativa (que excede três ordens de magnitude desde 1998).

O determinismo do hardware de Moravec, brutalmente quantitativo, permanece sendo uma ferramente preditiva crível, contudo, especialmente se espera-se que efeitos emergentes não planejados dominem (soterrando a engenharia de software). Uma vez que a história tenha vomitado capacidade cerebral sintética o suficiente, as coisas podem começar a se mudar para lá.


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Tecno-Leviatã

Escrevendo na E-International Relations, Brett Scoot levanta uma crítica de Esquerda à revolução do blockchain, em um nível estimulante de sofisticação teórica. Seu argumento central é importante: Cripto-sistemas de blockchain são a realização tecnológica do impulso "distópico e conservador" — primeiro cristalizado por Thomas Hobbes — de se estabelecer uma soberania politicamente imunizada. Esse modelo social, previamente subvertido pela falível humanidade dos líderes, está finalmente se tornando alcançável na forma de um governo algorítmico, o Tecno-Leviatã de Scott:

Libertários conservadores se mantém firmes na crença de que, se apenas direitos de propriedade fortes e regras claras de contratação fossem postos em prática, sistemas ótimos espontaneamente emergiriam. Na verdade, eles não estão tão longe de Hobbes nesse sentido, mas sua irritação com a visão de Hobbes é que ela depende de políticos que, sendo pessoas reais, não agem como um Soberano contratual desapegado deveria, mas sim tentam intervir, tornar as coisas melhores, ou roubar. Blockchains descentralizados não oferecem o prospecto derradeiro de direitos protegidos de propriedade com regras claras, mas sem a interferência política?

Scott navega o Teste de Turing Ideológico bem o suficiente para se tornar um ponto de referência em discussões futuras. Seus oponentes, sem dúvida, em muitos casos concederão (como esse blog) que a ‘distopia’ que ele descreve, embora retratada em tons agourentos e fúnebres, captura notavelmente bem os apegos — e des-apegos — dos zelosos promotores do blockchain.

Scott claramente pensa que a confiança política é um bem social que pode ser reconstruído ou recuperado (talvez reinicializando-se a democracia). Ainda que assim o seja, o tempo restante para essa operação de salvamento está acabando rápido


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Observe esse espaço

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Hacked Matter sobre a próxima onda de eletrônicos shanzhai:

O Ciberespaço, tanto como palavra quanto como visão, entrou no léxico popular através do romance cyberpunk Neuromancer de William Gibson em 1984. Mas, como se vê, Gibson não estava interessado na Internet até que começou a comprar relógios no Ebay. Em um artigo de 1999 na Wired, ele detalha seu vício compulsivo em fazer ofertas por relógios mecânicos antigos — o que Gibson chama de "finos fósseis de uma era pré-digital". Mal sabia Gibson que, trinta anos depois de Neuromancer, relógios e o ciberespaço se fundiriam — não apenas porque agora é comum comprar relógios online, mas também graças aos "smart watches" que devem se tornar o mais recente portal para o ciberespaço.


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Alibaba

O Wall Street Journal produziu uma introdução excelente e cheia de gráficos à gigante chinesa do e-commerce, que conduziu US$240 bilhões em negócios online em 2013 (mais do que a Amazon e o E-Bay combinados). A definição informal no início explica porque você deveria se importar:

A Alibaba é maior empresa de comércio online da China – e, por algumas métricas, do mundo. Seus três principais sites – Taobao, Tmall e Alibaba.com – têm centenas de milhões de usuários e hospedam milhões de comerciantes e negócios. A Alibaba lida com mais negócios do que qualquer outra empresa de comércio eletrônico.

Espera-se que o IPO da Alibaba o valorize entre US$150 e 250 bilhões (colocando-a entre as dez empresas de tecnologia mais valiosas do mundo). A rapidez da mudança neste setor é difícil de compreender. Espera-se que o mercado de e-commerce chinês, hoje em US$300 bilhões, exceda US$700 bilhões em 2017.

ADICIONADO: Alguns antecedentes sobre o relacionamento Alibaba-Yahoo.

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Prontidão para o Impacto

Qualquer que seja o status da Singularidade enquanto evento de mídia, uma premonição irradia dela em uma cascata. O recente veículo hollywoodiano com Johnny Depp, Trancendence, estimulou uma onda de respostas, incluindo comentários de Steven Hawking (que sabe uma uma coisa ou outra sobre a popularização de tópicos científicos). Um artigo de Hawking em um grande jornal trouxe a conversa a um novo nível de animação. (Meu feed no Twitter não pode ter sido o único a ficar entupido a ponto de explodir com ela.)

Transcendence

  • Isso pode ser bem brusco

O argumento de Hawking, montado de maneira lúcida para uma audiência geral, é de que a IA é plausível, já está em uma medida considerável demonstrada, é suscetível em teoria a uma amplificação cibernética radical (‘explosão de inteligência’), é bastante possivelmente calamitosa para a espécie humana e ainda precisa ser engajada socialmente com a seriedade apropriada. Como ele concede, "é tentador descartar a noção de máquinas altamente inteligentes como mera ficção científica. Mas isso seria um erro, e potencialmente nosso pior erro na história".

Dinâmicas explosivas já são evidentes na trajetória de desenvolvimento da IA, que está sofrendo uma aceleração, guiada por uma "corrida armamentista de TI, alimentada por investimentos sem precedentes e se embasando em uma fundação teórica cada vez mais madura".

Olhando para o futuro, não há limites fundamentais para o que pode ser alcançado: não há nenhuma lei física que impeça que partículas estejam organizadas em maneiras que desempenhem computações ainda mais avançadas que os arranjos de partículas nos cérebros humanos. Uma transição explosiva é possível, embora ela possa terminar diferente do filme: como Irving Good percebeu em 1965, máquinas com inteligência sobre-humana poderiam repetidamente melhorar seu design ainda mais, desencadeando o que Vernos Vinge [aqui] chamou de uma "singularidade" e o personagem de Johnny Depp chama de "transcendência".

Hawking emprega sua plataforma na mídia para argumentar que algo deveria ser feito:

O sucesso em se criar uma IA seria o maior evento na história humana. […] Infelizmente, ele também seria o último, a menos que aprendamos como evitar os riscos. […] Embora estejamos potencialmente enfrentando a melhor ou pior coisa a acontecer à humanidade na história, pouca pesquisa séria é devotada a essas questões fora de institutos sem fins lucrativos tais como o Cambridge Centre for the Study of Existential Risk, o Future of Humanity Institute, o Machine Intelligence Research Institute, e o Future of Life Institute.

Conforme seu prospecto se condensa, a Singularidade Tecnológica já está operando como uma influência cultural e, assim, como um fator causal no processo social. Neste estágio, contudo, como Hawking observa, ela ainda está relativamente limitada. Quais seriam as implicação de ela vir a importar ainda mais?

A cibernética sócio-histórica é compelida a perguntar: um problema da Singularidade incandescente funcionaria como um inibidor, ou ele excitaria ainda mais os desenvolvimentos sob consideração? Certamente é difícil imaginar uma resposta preventiva sofisticada à emergência da Inteligência Artificial que não canalizasse recursos adicionais para técnicos de elite trabalhando na área da cognição sintética avançada, mesmo antes da quase inevitável captura de instituições reguladoras pelas indústrias que elas visam.

Respostas institucionais ao hackeamento de computadores têm sido caracterizadas por exercícios de recrutamento estrategicamente ambíguos em que o "caçador vira o guarda-caça", e algum análogo próximo desses jogos de caça seriam uma parte inevitável de qualquer tentativa de se controlar o desenvolvimento da cognição de máquina. Jogar jogos de traição extremamente complicados contra uma super-inteligência virtual poderia ser bastante divertido, por um tempo…

ADICIONADO: Daniel Dewey, do FHI, chegou.


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BTC em Órbita

A intensidade teconômica deste desenvolvimento poderia ser maior? (Talvez se os satélites estivessem sendo fabricados por companhias shanzhai com impressoras 3D.)

Criptomoedas e o New Space tinha que convergir em algum momento. A questão imediata, de uma perspectiva teórica, é se os dois campos emergentes do comércio descentralizado na Internet e do industrialismo exoplanetário se provarão mutuamente catalíticos. Quando duas linhas de escapada social previamente distintas se interceptam dessa forma, é especialmente difícil prever o que dali sairá.

Do link do WSJ:

A coisa toda, eles estimam, custará algo entre 2 e 5 milhões de dólares, o que soa absurdamente baixo para um sistema de satélites (eles planejam levantar os fundos através de uma campanha no Kickstarter). Contudo, esses nanossatélites, chamados de "cubesats", são realmente muito pequenos – dez centímetros – e são colocados em órbita pegando carona em outros lançamentos, o que reduz grandemente a despesa. Dependendo de quanto financiamento eles consigam, eles planejam colocar até oito satélites em órbita.

Este não é um esforço para construir uma plataforma de bitcoin que possa sobreviver a alguma catástrofe que destrua a Internet, disse o Sr. Garzik, o engenheiro de software sênior da BitPay e chefe da Dunvegan. "Se você tiver uma pertubação em toda a Internet, então não podemos lhe ajudar", ele contou à BitBeat. O sistema de satélites seria conectado à rede existente do bitcoin. Contudo, ele estaria protegido de tal maneira que, caso houvesse um ataque localizado na rede, os satélites poderiam operar como um sistema de reserva, que poderia continuar transmitindo atualizações para o blockchain. O outro uso, ele disse, seria fornecer acesso à rede do bitcoin para pessoas em lugares em que há conexões irregulares de Internet, mas conexões mais fortes de telefonia móvel, como a África, ele disse.


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O Bitcoin Sobreviverá?

Eli Dourado, autor do mais importante artigo inspirado pelo Bitcoin na web, continua publicamente comprometido com o futuro da criptomoeda. Na esteira da crise da Mt Gox, que afetou a maior bolsa de BTC do mundo (baseada no Japão), ele escreveu uma breve defesa do argumento otimista em uma veia nietzschiana: o que não nos mata, nos deixa mais fortes.

Em apenas quatro curtos parágrafos, Dourado consegue fazer um argumento significativo. A sobrevivência testada sob pressão tem um valor. Quanto mais feroz o ambiente do Bitcoin se mostrar, tanto mais vantajosa sua posição competitiva em relação a criptomoedas alternativas, já que sua resiliência é demonstrada e divulgada. A efetuação de um potencial (catástrofe) resolve o risco, deixando o que quer que sobreviva ampliado por um prêmio de segurança. "Agora aconteceu de que fazer com que um ecossistema de criptomoedas cresça é muito, muito difícil — mais difícil do que talvez tenhamos pensado. Segue-se diretamente que o Bitcoin enfrenta menos concorrência das outras criptomoedas do que pensávamos. …já que é difícil de ser bem sucedido, se o Bitcoin for bem sucedido, então ele pode valer bastante".

Os dois links de Dourado fazem ainda mais trabalho. O primeiro é para um pré-obituário recente de Megan McArdle sobre o BTC, que argumenta que o dano à reputação infligido pelo fisco da Mt Gox o enfraquecerá ainda mais no que sempre foi um desafio quixotesco ao poder estatal:

Eu nunca fui muito otimista sobre o Bitcoin, porque, em última análise, quanto melhor for seu desempenho em evitar a vigilância governamental sobre as transações monetárias (e a capacidade do governo de gerir cargas de dívida através da inflação), tanto mais duramente esses governos vão tentar acabar com ele.

Governos gostam de cobrar um imposto inflacionário invisível e ficam irritados quando as pessoas tentam contorná-lo. (Tudo isso é bem explícito, em ambos os lados). O esquilíbrio de oportunidades dentro desse conflito é intricado demais para se detalhar aqui, mas a absoluta submissão de McArdle à exação governamental claramente representa uma posição extrema entre os comentadores. Que o Bitcoin previsivelmente enfureça as autoridades financeiras estatais é uma funcionalidade, não um defeito.

O segundo link de Dourado se refere a um argumento mais antigo e mais sutil de Tyler Cowen, que faz um argumento pessimista contra o Bitcoin por razões estritamente econômicas. Na medida em que se veja o Bitcoin florescer, criptomoedas concorrentes serão atraídas para o mercado, arbitrando o valor de volta ao custo de oferta:

Assim, há um novo teorema: o valor de [qualquer]Coin deveria, no equilíbrio, ser igual aos custos de marketing de seus concorrentes em potencial …Em suma, ainda estamos em uma situação em que a arbitragem do lado da demanda não alcançou o valor do Bitcoin. E essa é uma razão — entre outras — pela qual eu espero que o valor do Bitcoi caia — muito.

[Vale bastante a pena seguir o link interno Cowen.]

Como já observado, a posição pessimista de Cowen é enfraquecida pelas recentes dores do Bitcoin. Quase independentemente do que acontecer a seguir, uma reputação estabelecida de resistência terá destaque na avaliação de mercado de qualquer criptomoeda a partir de agora.

Uma vez que o Bitcoin não terá sido morto — ele é quase impossível de matar — ele terá se tornado muito mais forte.

ADICIONADO: Hora da YellenCoin? (Não.)

ADICIONADO: "Então a Mt. Gox é a nova versão do Friendster, o antigo líder de redes sociais que se afundou pouco antes de o Facebook surgir? …a próxima geração de fundadores da Bitcoin é mais limpa, tem mais pedigree e está mais adequada aos gostos de Wall Street e Capitol Hill. Eles não são menos libertários ou lupinos.”

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Determinação Tecnológica

Determinismo tecnológico‘ está entre aqueles traços teóricos (‘falácia naturalista’ é um outro) que tendem a provocar imediatamente uma atitude de superioridade intelectual complacente, em vez de engajamento cognitivo. Meramente identificá-lo é tipicamente julgado como suficiente para uma rejeição. Se o DT como tal levanta uma questão, ela é facilmente perdida.

Uma questão sub-examinada poderia ser: Por que o determinismo tecnológico é tão plausível na sociedades modernas e ainda mais conforme elas se modernizam? O equilíbrio da determinação social dentro da sociedade é, em si, uma variável histórica instável, com uma tendência positiva inequívoca?

Dois relatos populares recentes de relevância vagueiam bastante ingenuamente para dentro da mira pré-definida da crítica. No The Atlantic, Erik Brynjolfsson e Andrew McAfee anunciam o Alvorecer da Segunda Era das Máquinas, ao passo que o Deus-Google dos DTs, Ray Kurzweil, transmite sua previsão (através do Daily Mail britânico) de que "Os robôs serão mais inteligentes que os humanos mais inteligentes dentro dos próximos 15 anos". Os sofisticados zombarão — sem consequências.

Algumas razões rápidas para não se zombar.

(1) A tecnologia avançada segue aproximadamente a Lei de Moore e prevê um impacto comensurável no crescimento. Na ausência de tal crescimento, torna-se cada vez mais difícil evitar notar um mecanismo de compensação, que reequilibra através de um retardamento sistemático o que é perturbado através do desenvolvimento. O DT é de fato parcial, porque ele não tem qualquer explicação sobre o que está lhe segurando. Uma vez que isso seja reconhecido, contudo, ele descreve seu outro de maneira mais realista (como supressão orquestrada) do que o supressor pode explicar a si mesmo.

(2) A combinação de falha sócio-política com realização tecno-econômica — que emerge com definição impressionante da equação de crescimento líquido global — é apenas secundariamente uma questão de clareza conceitual. Primariamente, ela é uma divisão, ou quebra, na qual o determinismo tecnológico representa a instância dinâmica, e a crítica sócio-cultural sofisticada representa — na realidade — a contra-dinâmica, ou entidade retardante. A tentativa de "colocar a tecnologia em seu lugar" que é, de um lado, uma questão de razão abrangente teoricamente auto-evidente é, do outro, a tentativa cada vez mais cômica de um parasita de justificar sua relação com seu hospedeiro. (Esta é uma outra oportunidade de recomendar a visão geral de Andrea Castillo.)

(3) O que quer que a tecnologia possa fazer, ela está fazendo, em um passo acelerado. Conforme ela avança, ideias sobre os ‘limites do tecnológico’ são automaticamente tornadas obsoletas. Ser condescendente com uma máquina a vapor é uma coisa, tentar o mesmo com uma super-inteligência artificial é bem outra. A presunção crítica tem um horizonte externo.

"Queremos que [os computadores] leiam tudo na web e todas as páginas de todos os livros, e então sejam capazes de se engajar em um diálogo inteligente com o usuário para serem capazes de responder suas perguntas", explica Kurzweil. Então, o que você acha desse absurdo de determinismo tecnológico?, em breve seremos capazes de perguntar, arrogantemente.

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