Pico de Pessoas

Poderíamos estar enfrentando a derradeira crise de recursos

No Zero Hedge, Sean Corrigan desencadeou uma polêmica efervescente contra a escola de previsores de catástrofes de recursos de M. King Hubbert (aprecie o artigo se você estiver inclinado ao laissez-faire, ou os comentários se não).

De particular relevância ao promotores da densidade é o “exercício de contextualização” de Corrigan (um tipo de Stand on Zanzibar des-enfatizado), desenhado para fornecer um imagem do ‘fardo demográfico’ do planeta:

Por exemplo, apenas enquanto exercício de contextualização, considere o seguinte:-

População de Hong Kong: 7 milhões. Sua área de superfície: 1,100 km2

A população do Mundo: perto de 7 bilhões, isto é, HK x 1000

1000 x a área de HK = 110,000 km2 = a área de Cuba ou da Islândia

Área aproximada da massa terrestre da Terra = 150 milhões de km2

Área aproximada de superfície total = 520 milhões de km2

Então, se fossemos construir uma única vasta cidade com a mesma densidade populacional de Hong Kong para cobrir a totalidade de [Cuba], isto acomodaria toda a humanidade e ocuparia apenas 0,07% da área terrestre do planeta e 0,02% da superfície da Terra.

Qualquer um que esteja ansiosamente antecipando hipercidades, arcologias e outros experimentos prospectivos em amontoamentos sociais de larga escala provavelmente achará este cálculo bastante desconcertante, ainda que apenas porque – tomada como um todo – Hong Kong, na verdade, não é tão densa. Por certo, a ‘sinapse’ central que conecta a Ilha de HK a Kowloon é impressionantemente intensa, mas a maior parte da RAE (Região Administrativa Especial) de Hong Kong é verdejante, acidentada e basicamente deserta. Sua densidade média de 6364 hab/km2 não chega nem perto daquela das primeiras 100 cidades (os 43000 hab/km2 de Manila é quase sete vezes maior). Corrigan não está vislumbrando uma megalópole, mas um subúrbio do tamanho de Cuba.

Se os densitários estão mais ou menos propensos do que a média a se preocuparem com o Pico do Petróleo ou questões relacionadas poderia ser uma questão interessante (os Novos Urbanistas tendem a ser bastante verdes). Se eles realmente querem ver as cidades escalarem às alturas da possibilidade social, contudo, eles precisam se preocupar com a escassez de população. Com a população humana projetada para se nivelar em torno de 10 bilhões, poderia nunca haver pessoas o suficiente para fazer das cidades os monstros ultra-densos que a imaginação futurista há muito anseia.

Bryan Caplan está soando o alarme. Pelo menos, temos as hordas fervilhantes de robôs Malthusianos pelas quais esperar.

Original.