Ludibriadas

As cidades foram mantidas no solo, observa Robin Hanson em um post pé-no-chão sobre o assunto. Dadas as fortes evidências de retornos crescentes para o desenvolvimento vertical, até 20 andares em Shanghai (e 40 em Hong Kong), é imediatamente óbvio que as principais metrópoles do mundo estão muito mais estreitamente presas à terra do que um cálculo econômico poderia prever. Construções super-altas são desafiadoras, mas a construção de arranha-céus a altitudes moderadas não está sendo inibida por quaisquer fatores econômicos ou técnicos facilmente identificáveis.

Depois de percorrer uma gama impressionante de possíveis explicações para o nanismo urbano, Hanson chega à conclusão:

A densidade urbana e, consequentemente, o tamanho das cidades são limitados principalmente pelas capacidades dos elementos conflitantes que influenciam os governos locais a se coordenarem para permitir construções mais altas. […] Lembra daquelas imagens futuristas de cidades densas e altas que arranhavam os céus? Os engenheiros fizeram seu trabalho para torná-las possíveis. É a política que ainda não está à altura da tarefa.

Original.

Visões da Shanghai Tower

Algumas imagens deslumbrantes do fotógrafo local Blackhaven foram selecionadas por James Griffiths no Shanghaiist, apresentando a Luijiazui como nunca foi vista antes. Torres super altas são objetos e plataformas de espetáculo. Provavelmente é fútil argumentar sobre qual aspecto da reconstrução do visual urbano importa mais.

ADICIONADO: Do excelente ensaio de Jabon Rubin sobre o Burj Khalifa:

Ainda assim, um edifício como o Burj exerce uma atração magnética, grande parte da qual deriva da perspectiva de sua visão. Essa é a questão apresentada por uma torre: ela é feita para que se olhe para ela ou a partir dela? “Vista”, enquanto palavra, veio a significar ambos, denotando não apenas a visão em si, mas o poleiro que a oferece, como se o último atingisse o status de perspectiva simplesmente por oferecer uma. Quando se fita a Torre Eiffel ou o Empire State Building, é literalmente para isso que está se olhando: uma vista de uma vista, uma visão de uma visão, e aquela admiração distinta e encharcada de veneração, conhecida de qualquer transeunte, deve derivar, pelo menos em parte, de se imaginar a visão lá de cima. Como o rosto de um visionário, essas construções extraem muito de seu poder daquilo a que contemplam.

Original.