Aleatoriedades sobre a Redecoração o Regime

Qual sortudo vai ficar com a culpa?

Aqui em Shanghai, recebemos os resultados da eleição presidencial dos EUA na quarta-feira de manhã, fazendo desta a última chance de se aventurar em previsões incautas. Quem vai conseguir se apoderar do cálice envenenado e assumir a responsabilidade pelo colapso financeiro dos Estados Unidos da América?

Sinta o ódio. A negatividade reina suprema nessa eleição, com motivações opositivas ou defensivas quase totalmente purificadas de contaminação positiva. De acordo com a The Economist, anúncios políticos negativos representaram inéditos 90% do total. As palavras do comentador Subotai Bahadur no PJ Media destilam o sentimento perfeitamente: “Romney não era minha primeira, segunda ou terceira escolha, mas eu me rastejaria sobre vidro moído para votar nele”. A ser ternamente relembrada como a ‘eleição do vidro moído‘.

O Caminho da Salamandra. O Urbano Futuro não está inclinado a ridicularizar o mormonismo como esquisito (ser esquisito é o propósito das religiões), mas por certo há implicações culturais significativas na inauguração de um presidente mórmon em uma época incomumente apocalíptica. A fé mórmon é a versão de ficção científica da religião abraâmica, estendendo uma ponte evolutiva do homem até Deus – um caminho de divinização prática. Nenhuma surpresa, então, em se descobrir que há uma Associação Transhumanista Mórmon. Quando combinada com a irreverência que se prende a qualquer administração decadente e destruída pelo caos, poderia ficar seriamente divertido… mas aí perderíamos a versão clássica da Catedral II (O Retorno dos Clérigos), substituída por um remake estranho. Os eleitores precisam escolher seu sabor de vidro moído com cuidado.

Motivo do profeta. No Zero Hedge, teórico dos ciclos geracionais de Strauss & Howe, Jom Quinn, se agarra ao tema apocalíptico. Ele argumenta que – à beira do ‘Quarto Giro’ – a idade de Mitt Romney, que o coloca na ‘geração dos profetas’, faz com que ele tenha chances de liderar a superpotência global ao Armagedom (então temos isso pelo que esperar).

Previsões incautas?

(1) Descontar a desonestidade sistemática da mídia aponta para uma vitória substancial de Romney.

(2) Vencer essa vai ter sido a coisa mais estúpida que o partido estúpido jamais fez.

Original.

Anarquia na Velha Direita

Sobre aquela cadeira vazia…

No The American Conservative, a Velha Direita tem expressado seu fumegante desalento com os prospectos políticos do país através de um ataque de paralisado dissenso.

Os 29 membros do simpósio do TAC se dividiram bastante igualmente entre (o Democrata) Barack Obama, (o Republicano) Mitt Romney e (o Libertário) Gary Johnson. Cada um reúne quatro compromentimentos definitivos, com Andrew J. Bacevich, Leon Hadar, Scott McConnell, e Noah Millman a favor de Obama; Marian Kester Coombs, James P. Pinkerton, Stephen B. Tippins Jr., e John Zmirak a favor de Romney; e Doug Bandow, Peter Brimelow, Scott Galupo, e Bill Kauffman a favor de Johnson.

Philip Giraldi sintetiza o espírito de obstrução anti-neoconservadora com suas intenções eleitorais declaradas, oscilando entre um voto a favor de Johnson, uma inserção de Ron Paul, ou uma escolha em favor de Obama para esterilizar Romney, se a disputa for apertada. James Bovard também está dividido entre Johnson e uma inserção de Ron Paul (mas sem menção de uma opção anti-Romney a favor de Obama). Como Johnson, Romney conseguiu dois ‘talvez’ adicionais (de W. James Antle III e Bradley J. Birzer). Virgil Goode do Constitution Party reúne apenas um apoio sólido (Sean Scallon). Há também uma inserção de Rand Paul (Daniel McCarthy) e quatro indecifráveis (Jeremy Beer, Rod Dreher, William S. Lind, e Steve Sailer).

O vencedor decisivo entre os autores do TAC, contudo, é Ninguém, apoiado por sete abstenções inequívocas (Michael Brendan Dougherty, David Gordon, Robert P. Murphy, Justin Raimondo, Sheldon Richman, e Gerald J. Russello) e provavelmente uma oitava (Paul Gottfried, equilibrado na borda democraticamente abstêmia dos indecifráveis).

Talvez questões como esta estejam azedando o humor.

Por quê não optar pelo melhor negócio?

Original.